domingo, 6 de maio de 2012

Felicidade


Quando os seus desígnios
Coincidem com os de Deus
E o seu desejo se torna destino


sábado, 21 de abril de 2012

O Baile



A tua Fascinação chamou meu ego para dançar
Ao som da canção insidiosa da paixão
Perdi-me bailando em nós
Assim, cego de vaidade, eu ignorei a verdade
- e também a você -
Só mais tarde percebi o silencio que restava
Você se foi... O salão estava vazio
Meu ego e a vaidade eram os únicos bailarinos
Sapateando sobre os cacos do meu peito


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Voltas do Mundo


O filho chora e o Pai o acalenta
Mas num instante singular
O tempo se dobra
E o ontem se faz hoje

O homem sente todas as ausências
Pesam os dias; as dores; os desamores
Ele volta a ser criança
Por fim o Pai chora...

Nesse encontro anacrônico de infâncias
Onde não há um menos carente
O filho consola o Pai que consola o filho...
E gira o Mundo



domingo, 15 de abril de 2012

Velhos tempos


Que o passado viva guardado na lembrança
Como a canção que teima trazer recordações
Como a carta mil vezes dobrada no fundo da gaveta
Esperando ser relida por olhos mais maduros
E enfim sabedores de que mesmo ausente
Mesmo quando esquecido o amor vivido...
Mesmo não sendo mais o mesmo
Ele ainda é o mesmo amor


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amor do pai











 Princesa do meu reino
Seu sorriso me afaga a alma
Seca lágrima; traz calma
Eleva a mente da confusão

Senhora dos meus dias
É a vida além da minha vida
Aquém da dor empedernida
Estrela guia nas minhas vias

Quando o tempo levar a venda
Da infância que nubla a tua vista
E puder me ver sem ilusão

Rogo a Deus uma conquista
Contrito, espero que Ele atenda
Que você compreenda sem decepção

Os meus pés de barro e os ombros curvados
Pelo peso do mundo...


domingo, 8 de abril de 2012

Deflorando Folhas


No encontro entre a caneta
E a virgem folha em branco
A tinta fecunda o papel
Gerando palavras
Gestando versos
Formando idéias
Concebendo Poesia


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Adeus ilusão



Carrego nos lábios o seu beijo
- Que nunca existiu -
Levo comigo o sabor imaginário
Da sua boca

Trago na alma um mistério sem solução
No coração guardo um segredo
Que ninguém se interessa - ou se importa -
Em desvendar

Largadas no chão estão as palavras
Todas as minhas palavras
Derrotadas pelo seu silêncio
Mortas pela sua Indiferença

Que descansem em Paz